• Português
  • English
  • notícias

    Estresse pode levar ao surgimento de doenças graves de pele

    Estresse pode levar ao surgimento de doenças graves de pele
     
    Um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde revelou que o estresse atinge cerca de 90% da população global.

    Por mais que a gente cuide da pele, usando diariamente cosméticos adequados e protetor solar e até se submetendo a tratamentos estéticos para melhorar a aparência e prevenir o envelhecimento, nem sempre nossos esforços impedem o ataque de um vilão silencioso: o estresse. Isso porque a pele, o maior órgão do corpo humano, reage progressivamente aos hormônios do sistema nervoso central, como a adrenalina e o cortisol, cuja produção aumenta em situações de tensão ou ansiedade. Em excesso, eles prejudicam o sistema imunológico e aumentam a produção das glândulas sebáceas, duas consequências atrozes para impulsionar o surgimento de problemas dermatológicos — dos mais simples, como dermatites e micoses, até mais graves, como vitiligo e psoríase.

    As preocupações, os pensamentos e tudo aquilo que se passa na mente se reflete na pele. Portanto, coceiras aparentemente sem motivo e lesões de pele podem ser manifestações de distúrbios psíquicos.

    O fato é que muitas pessoas desempenham atividades diárias sob alto nível de estresse e é muito comum que após a conclusão de tarefas importantes elas desenvolvam uma gripe ou contraiam algum outro vírus. Uma reação comum desencadeada pelo estado emocional são erupções causadas por vírus como por exemplo o herpes.

    Estudo recente da Associação Americana de Psicologia (APA) aponta que aproximadamente 20% dos americanos sofrem com altos níveis de estresse. No nosso país, o cenário é ainda mais preocupante: 34% dos brasileiros relatam níveis de estresse extremos, de acordo com o Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS).
    O estresse não atua como causa única das doenças, mas sim como um desencadeante ou agravante, na pessoa que já tem predisposição para ter o problema, como por exemplo, no caso do vitiligo e de outras doenças autoimunes.

    Entre as doenças mais comuns ligadas ao estresse e que afloram diretamente na pele estão:

    – Dermatite Atópica: Inflamação crônica da pele que provoca coceira e descamação;

    – Acne: problema reportado por muitos adultos em situações de estresse ou tristeza. O tratamento pode ser feito com produtos de uso local ou, de forma mais eficiente, através de isotretinoína, uma medicação oral, que só deve ser administrada sob orientação médica.

    – Dermatite Seborreica (caspa): Hiperprodução de oleosidade no couro cabeludo. Não tem cura, não é contagioso, mas pode ser controlada. Deve-se usar xampus específicos e outras substâncias que removam as crostas e as escamas.

    – Psoríase: inflamação crônica da pele que provoca coceira e descamação e é caracterizada pelo aparecimento de placas vermelhas descamativas, principalmente nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Não é contagioso e pode-se fazer o controle através de medicação tópica e sistemica. Novas terapias estão sendo constantemente estudadas, entre elas, os medicamentos biológicos.

    – Herpes: É uma virose caracterizada por vesículas pequenas ao redor da boca. É contagioso. O tratamento é via medicação tópica e sistêmica.

    – Vitiligo: doença auto-imune caracterizada por manchas brancas de tamanhos e formas variadas que se espalham por todo o corpo sem apresentar nenhum outro sintoma. Não é contagioso e o tratamento inclui cremes, fototerapia com luz ultravioleta, cirurgia, em alguns casos.
    O ideal é que os tratamentos das doenças desencadeadas ou agravadas pelo estresse, e de fundo emocional, seja multidisciplinar e envolva o dermatologista, o psicólogo ou psicanalista e eventualmente o psiquiatra também. O paciente que detecta que a sua doença de pele é desencadeado por um problema emocional, ou que este contribui para o agravamento da doença, terá mais dificuldade se não aceitar um tratamento psicoterapêutico.

    Portanto, adotar hábitos mais saudáveis e encarar a vida e as dificuldades do dia a dia de modo positivo são, de fato, fórmulas bastante eficazes para se tornar imune a essas doenças e também para espaçar as crises daqueles que já são vítimas delas.

    Fonte: Assessoria de Imprensa making-off, por Joyce Matsushita

    Postado por:Admin Categoria: Dermatologia Clínica,Doenças de Pele,Notícias

    Deixe seu comentário